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"Jian Shou Qing, Boleto asiático que fica azul"

Lanmaoa asiatica é um vistoso boleto de chapéu avermelhado, nativo das florestas subtropicais do sudoeste da China, onde está entre os cogumelos silvestres comestíveis mais procurados. Em vez de lamelas, a face inferior do chapéu apresenta uma camada esponjosa de poros amarelos que, segundo relatos, adquirem tonalidade azulada ao serem manuseados. Na província de Yunnan é valorizado como um comestível seleto, mas apenas após cozimento completo, pois exemplares malcozidos foram associados a alucinações e mal-estar estomacal.
A espécie foi descrita formalmente em 2015 pelos micologistas G. Wu e Zhu L. Yang, que a posicionaram no então recém-reconhecido gênero Lanmaoa. O nome do gênero homenageia Lan Mao, um herborista do século XV originário de Yunnan, cujos escritos documentaram os fungos comestíveis da região. Localmente, Lanmaoa asiatica é vendida sob o nome comercial "jian shou qing", rótulo compartilhado por vários boletos que ficam azuis e que os cozinheiros de Yunnan consideram ainda mais desejáveis do que os porcini europeus.
Como a maioria dos boletos, Lanmaoa asiatica é ectomicorrízica, formando parcerias com as raízes das árvores da floresta, o que dificulta seu cultivo e mantém o fornecimento ligado à colheita silvestre sazonal. Despertou interesse científico porque alguns relatos associam exemplares malcozidos a alucinações temporárias, embora os compostos responsáveis não tenham sido confirmados e os pesquisadores alertem que o fenômeno exige mais investigação. Para o cozinheiro, a conclusão prática é simples: é um ingrediente célebre quando bem cozido e uma fonte de doença quando não.
Umami
Sabor profundo, saboroso e carnudo que os cozinheiros de Yunnan valorizam acima do porcini europeu.
Carnudo
Carne firme e densa que mantém sua estrutura ao ser cozida.
Terroso
Aroma intenso a solo de floresta, típico dos boletos silvestres.
Chapéu convexo a amplamente convexo, com cerca de 6 a 15 cm de diâmetro, seco e levemente aveludado, de cor pardo-avermelhada a vermelho-tijolo e frequentemente mais pálido em direção à margem.
Sem verdadeiras lamelas; a face inferior do chapéu apresenta, em vez disso, uma camada esponjosa de poros finos (tubos). Relata-se que a superfície amarela dos poros adquire tonalidade azulada ao ser machucada ou manuseada.
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